Como morar no Japão legalmente? Veja o que é preciso

Certificado de Elegibilidade obedece a critérios estabelecidos em lei

Morar no Japão legalmente é possível, mas não chega a ser tão simples. A Terra do Sol Nascente define regras de imigração bastante rígidas. E elas são ainda mais restritas para estrangeiros sem parentesco com um cidadão local.

Dá para entender os motivos de tanto controle. Apesar de aberto às novidades, o país valoriza as tradições e o trabalho duro. Quem chega lá precisa se adaptar a uma cultura diferente. Mais ainda, tem que competir num mercado de trabalho formado por mão de obra extremamente qualificada.

Para ter uma vida tranquila, é necessário morar no Japão legalmente.

Muitos brasileiros sonham em construir a vida no Japão. (Foto: Divulgação)

Mesmo assim, há quem consiga seu espaço – nem que seja um apartamento de 8 metros quadrados.

Requisitos para morar no Japão legalmente

Candidatos à residência fixa devem conseguir um Certificado de Elegibilidade. Esse documento é emitido pelo Departamento de Controle de Imigração do Ministério da Justiça do Japão. O papel atesta que a pessoa atende aos critérios de permanência estabelecidos por lei.

A maneira mais automática de tornar-se elegível é casar-se com um cidadão japonês, já que o direito de morar no país é extensível ao cônjuge. Isso leva muitos imigrantes a arranjarem casamentos de fachada. Obviamente, a prática não é recomendada, até porque as autoridades mantêm uma fiscalização severa.

A segunda forma de obter um visto é exercendo alguma atividade de trabalho. Não adianta embarcar para o outro lado do mundo e tentar a sorte. A autorização só é concedida para quem viaja já com um emprego garantido.

Podem morar no Japão legalmente, por exemplo, diplomatas, professores, jornalistas, artistas, executivos, advogados, médicos, cientistas, engenheiros e religiosos, como pastores ou monges. Geralmente, o profissional migra a convite da empresa, para atuar em projetos de multinacionais.

Se você não é diplomado nem namora alguém de olhos puxados, pode tentar uma terceira via. Matricule-se num curso universitário em Tóquio, Osaka ou Kyoto, algumas das cidades japonesas mais importantes. Uma especialização ou um mestrado também servem.

Além de residência fixa, estudantes conseguem formar uma rede de contatos. Essa pode ser a porta de entrada para oportunidades de trabalho, prolongando por prazo indeterminado a estada na Terra do Sol Nascente. O melhor é que nem é preciso saber o idioma, pois há aulas ministradas em inglês.

Dicas para viver no Japão

Muitos brasileiros sonham em construir a vida no Japão. (Foto: Divulgação)

Embora exista abertura para os estrangeiros, essa população corresponde a uma parcela mínima dos habitantes do Japão. Num universo de 127 milhões de indivíduos, apenas 2,23 milhões são imigrantes.

Os chamados decasséguis, os trabalhadores que chegam de fora, costumam sofrer preconceito. As diferenças culturais e a dificuldade na comunicação são os principais obstáculos enfrentados.

Por isso, ao se decidir pela mudança, é preciso avaliar se o esforço compensa. Além dos problemas citados, o custo de vida no país asiático é elevado. Uma passagem de volta para casa tampouco sai barata, e ainda requer umas 30 horas dentro de um avião.

Por outro lado, morar no Japão legalmente pode ser uma experiência incrível. Seja pela tecnologia de ponta, seja pelo fuso-horário avançado em relação ao Brasil, a sensação é de viver no futuro.

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